Se o Grupo Rio Ita / Mauá tivesse sido estratégico, a preferência era para manter a marca Rio Minho e não a Expresso Rio de Janeiro. Isso porque a empresa, inicialmente sediada em Magé e hoje sediada em Niterói, começou com péssimo serviço, com frota de poucos carros, quase todos velhos e com sérios problemas que, não raro, causavam acidentes. A marca "Rio de Janeiro", apesar de ser uma referência ao Estado - é um erro definir a ERJ como uma empresa "carioca" - e ser, em tese, um nome forte, neste caso representou maior desvantagem em relação ao histórico da Rio Minho, que com todas suas imperfeições e problemas, apresentou um histórico bem mais honrado e marcante. A Expresso Rio de Janeiro começou "batizada" pelas autoridades do transporte - então representadas pelo DTC-RJ - , que apreendiam ônibus das empresas operadoras que apresentavam irregularidades, geralmente péssimo estado de conservação ou idade avançada do veículo. A origem da Expresso Rio de Ja...
O fim da Transturismo Rio Minho pode parecer um falso acerto pela lógica empresarial do momento, mas cujo custo elevado pode ser constatado com o tempo. É muito fácil achar que, em decisões de risco, se pode resolver qualquer coisa, quando o tempo é que mostrará, depois, os impasses e adversidades iminentes. A extinção da icônica empresa não vai resolver a situação do Grupo Mauá-Rio Ita, senão em aspectos meramente empresariais. A concentração de poder pode sobrecarregar a Expresso Rio de Janeiro, como houve a sobrecarga que quase botou em falência o Grupo Rio Ita. Na teoria, todos os impasses parecem previstos e de fácil solução, mas não se sabe o que pode acontecer depois. O fim da Rio Minho lembra o fim da Viação Santa Izabel, que sobrecarregou a Auto Ônibus Fagundes, que herdou suas linhas. E, o que é pior, sem os problemas de frota sucateada que a Santa Izabel teve nos últimos anos de circulação. As linhas parecem poucas e de fácil administração, mas vai que depois surgem demandas...